Se eu fosse CEO de um supermercado, é aqui que eu começaria com IA
Ferramenta de IA sobra no mercado. O que falta é gente preparada para usar. Veja por que eu começaria pela capacitação das lideranças e do time, com o case público da Walmart.
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Ferramenta de IA sobra no mercado. O que falta é gente preparada para usar. Veja por que eu começaria pela capacitação das lideranças e do time, com o case público da Walmart.
A quebra você vê no lixo e no relatório. A ruptura não aparece em lugar nenhum: é a venda que não aconteceu. A causa mais comum tem nome, estoque virtual, e é quando o sistema jura que há saldo com a gôndola vazia.
Todo supermercado tem o comprador que sabe de cabeça quanto pedir. Quando ele sai, o conhecimento vai junto. IA guarda esse conhecimento na empresa, desde que exista um jeito de conferir se ela aprendeu direito.
Política escrita não impede um agente de errar o pedido de compra nem de tratar dado de cliente fora do combinado. O que impede é medir, limitar e registrar cada decisão automatizada.
O setor que fatura R$ 1,1 trilhão não precisa de mais demos. O que separa o piloto de IA que impressiona da operação que reduz quebra e ruptura todos os dias é engenharia, não modelo.
A tecnologia por trás dos dois é a mesma, e é aí que a confusão começa. No supermercado, a diferença aparece no dia em que o sistema deixa de responder perguntas e passa a emitir pedido de compra.
Multiplicar SKU por loja por dia transforma centavos em milhões. A conta que decide se o projeto sobrevive ao primeiro trimestre precisa ser feita antes de construir, não depois.